NOTÍCIAS
 
Propostas para alteração da Regra de 3 toques
Brasília - DF, 31 de outubro de 2007
Fonte: Bolinha de Feltro
 

Eis algumas sugestões de mudança nas nossas regras oficiais, apresentadas por José Luís Mendonça, presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa.

Sugerimos que todo aquele botonista que tiver alguma proposta de alteração, passe um e-mail para contato@liberdadefuteboldemesa.com.br.

Entendemos que a nossa continua muito interessante, precisando de alguns “retoques”. As sugestões apresentadas pelo José Luís foram:

Goleiro:
Proibido o 4º toque da jogada; ao final da jogada de 3 toques, se a bola parar na sua área pequena ou tocar em sua superfície e ficar na distância de 6 cm, a posse de bola passa para o adversário com tiro livre indireto no bico oposto da grande área.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Até concordo com o final do 4º toque; mas o técnico não deveria ser punido com tiro livre indireto; simplesmente a bola passa a ser do adversário."

COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
”Concordo plenamente, excetuando a aplicação de Tiro Livre indireto”

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Concordo, mas assim como o Bruno acha que o tiro livre indireto não deve ocorrer, o lance passa para o adversário e a bola fica onde parar. "

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO . "Não faz sentido essa alteração. Em primeiro lugar isso raramente acontece (na prática nem me lembro de uma jogada dessa), em segundo lugar se acontecer a seguinte jogada hipotética: chute a gol no último lance, a bola bate na trave, volta, atravessa todo o campo e pára na pequena área do técnico que chutou. Ele será penalizado com tiro livre indireto em jogada decorrente de um chute a gol, pois será proibido o 4º toque na jogada? Na regra atual a bola seria do adversário, sendo que o mesmo tendo a bola vindo de sua defesa não poderia chutar a gol? Com essa alteração o adversário seria beneficiado podendo chutar a gol (tiro livre indireto)??? Ao meu ver, essa alteração não traria nenhuma vantagem prática e útil. "

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"Concordo com o fim do quarto toque, mas não concordo com a marcação de tiro livre indireto. A bola passaria para a posse do adversário, mesmo que estacione dentro da pequena área. "

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Não concordo. Sinceramente, não vejo o porquê de alterar esta regra. Vejo o recuo para o goleiro no terceiro toque como o último recurso da defesa, geralmente em apuros. E em boa parte das vezes que o recuo em terceiro toque acontece, existe a possibilidade de erro no passe, com um possível gol contra ou um escanteio cedido."


Goleiro - Parágrafo único:
Só poderá ser deslocado quando em tiro de meta, tiro a gol ou posse de bola do mesmo (bola tocando sua superfície ou na pequena área), ressalvando o item acima.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Acho que vai tornar mais dinâmica a participação dos jogadores de defesa, visto que não terão mais a moleza de colocar o goleiro em todo lance que vai executar."


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
"Me parece uma boa idéia,apesar de trazer uma mudança ENORME na estrutura do jogo atual. Tem que ser bastante testada na mesa."

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Já testamos internamente na Portuguesa esta opção antigamente, e o jogo muda enormemente, ficando enfadonho e possibilitando aos retranqueiros e amantes de uma boa "cera" mais uma oportunidade de fugir do jogo. Como não poderíamos mover o goleiro, a tendência é proteger mais a bola e consequentemente amarrar mais o jogo. Não acho que essa seja a beleza da nossa modalidade. "

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "O Goleiro na regra 3 toques é usado como arma para estratégias, definições de jogadas, etc., como p. ex., fazer tabela para tirar um bola preparada para chute a gol pelo adversário, atrapalhar jogador adversário que está em sua área, etc.. Se limitarmos de tal forma a movimentação do goleiro, teremos logo uma limitação em jogadas na defesa típica da 3 toques, que é o uso do goleiro como "arma" para destruir jogadas de ataque. Até na regra 12 toques, que era dessa forma (limitação no movimento do goleiro) o pessoal mudou para "uma mexida" no goleiro em sua jogada, e agora na 3 toques estão querendo tirar uma "arma de defesa". "

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"Posso estar equivocado, mas sempre achei que um dos diferenciais da nossa regra era o fato do goleiro não ser uma mera peça decorativa. Com a liberdade de ações que tem, o utilizamos para lançar a bola, deixar os botões adversários em impedimento, marcá-los impedindo-os de se deslocar, posicioná-lo para cortar lançamentos e muitos ainda o utilizam nas tabelas para desarmar o adversário. Ou seja, torna-se uma das peças principais do jogo o que considero uma virtude da regra e não um defeito."

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Essa proposta é extremamente nociva à modalidade. Altera em muito a filosofia do jogo. Deixa a saída para o ataque lenta. Congestiona o setor defensivo. Excelente pretexto para quem quiser fazer cera."




Lateral Cavado:
Jogada normal em todo campo de jogo; cavou no 1º lance, mais 2 toques; se estiver no ataque, passar e poder chutar a gol; no 2º lance só colocar a bola em jogo.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Com isso estaríamos padronizando a nossa regra, acabando com as diferenças entre lateral cavado e cedido; também acho que a jogada, iniciada no ataque, deveria poder chutar a gol."


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
"Isso é uma maiores ABSURDOS que já ouvi.Já imaginou os jogadores posicionando os botões para lançarem ao ataque (como fazemos para jogar em branco) e de repente darem um “bico” buscando cavar um lateral no primeiro lance para chutarem à gol em seguida ? A beleza da nossa regra seria ALTAMENTE afetada."

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Das sugestões apresentadas, achei esta a mais prejudicial à regra 3 toques, pois alteraria toda a estratégia e tática atual. Você passa o tempo todo marcando e agora basta uma cavada num jogador de defesa que está ao fundo para ter uma opção de chute a gol. Parece-me absurdo. A beleza da regra está em usar a inteligência e a técnica para evoluir e conseguir chutar. Com essa alteração, prevalecerão os "cavadores" profissionais e o jogo pode ficar feio, parecendo uma "pelada".

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "É a alteração mais absurda que foi proposta. Além de acarretar "estouros e mais estouros" em bolas prensadas, a arbitragem terá mais dificuldades ainda pra definir se foi cavada ou não, pois mesmo cavada a jogada poderá acabar em chute a gol. Reclamações, brigas, desavenças entre técnicos e técnicos e árbitros surgirão aos milhares pelos campos 3-toquistas do País. Acho que um bom técnico sabe usar muito bem uma jogada cavada, para proporcionar um chute a gol em jogada futura. Não é preciso mudar tal dispositivo. "

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"Nos testes que fiz essa foi sem dúvida a alteração que mais mexeu, na minha opinião, na estrutura do jogo. 1) Se o adversário nos der a chance de recuperar a bola no ataque, no primeiro lance, a primeira coisa que muitos visualizarão será como cavar um lateral, já que imaginar uma jogada é de fato mais difícil; 2) Os lances duvidosos, que são muitos nestes casos, podem se tornar decisivos, pois de um lance desses poderá sair um gol. Uma dificuldade a mais para os árbitros administrarem; 3) Muda as características dos botões, pois passaria a ser mais vantajoso aumentar o número de jogadores semi-cavadores nos times. "

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Temo que com a possiblidade de chutar a gol depois de lateral cavado traga de volta dos horríveis botões cavadores e suas bainhas negativas. Para que armar ou dar passe, se cavar é mais fácil?"




Saída de Jogo:
Jogada normal (3 toques), passe no 2º lance para ter o 3º toque.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Em nome da padronização, deveria ser assim, com uma sugestão: falta técnica anotada desde a primeira tentativa de conclusão da jogada."


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):

"Já tivemos isso em outra época, em que se dava o passe no segundo lance e ainda por cima se fechava ! A saída de jogo realmente não me incomoda em nada e não vejo o porquê de mudança."

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Não vejo finalidade nesta mudança. Com 3 toques vai ter muita gente saindo e armando jogada... em minha opinião quem faz gol não pode ser penalizado. Hoje existem saídas brilhantes e criativas com apenas 2 toques. "

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "Depois de um tempo, os técnicos com certeza acharão uma maneira de fechar a jogada e chutar na segunda jogada jogada após a saída de bola. Essa mudança poderia transformar a regra num "gol a gol", como é a regra 12 toques, onde o cara sai com a bola e já chuta a gol. Poderíamos ter jogos onde só veríamos chute do meio-campo/intermediária. "

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"Não. Tudo, menos transformar o jogo em um gol a gol. Existem saídas criativas para manutenção da posse de bola (como a maravilhosa idéia do Falcometa no último brasileiro individual)."

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Sou contra. Tem gente que vai chutar no gol com menos de um minuto de jogo."




Tempo de Reflexão:
10 (dez) segundos, sendo que o juiz, ao final deste tempo, aplicará uma falta técnica e posteriormente uma técnica a cada 5 (cinco) segundos.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Talvez venha a combater a cera, não sei; o mais importante, nos casos de técnicos que demoram muito para jogar, é o árbitro lembrar de acrescentar cada tempo que ele ultrapassou; assim sendo, acabaria com essa preocupação em fazer cera."


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
"Também acho que deve ser testada. Não concordo que não seja dado o alerta de TEMPO seja ele aos 5, 6 ou 7 segundos. Nossa regra não precisa de SURPRESAS para punir ninguém, as coisas devem ser CLARAS, pois já temos problemas demais entre jogadores e árbitros"

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Não concordo, pois como o tempo não é aberto e não usamos relógio, não poderíamos ser punidos antes de alguém que os 10 segundos já se esgotaram. Acharia muito melhor para combater a cera o tempo de reflexão passar para 7 ou 8 segundos, tempo suficiente para alguém dar uma paletada. "

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "O tempo de reflexão já não é de 10 segundos?"

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"A nossa regra é muito reflexiva e necessita precisão de raciocínio. Precisamos é que os botonistas que estiverem munidos da autoridade de árbitro conscientizem-se da necessidade de aplicar com rigor o que diz a regra no que tange a aplicação de faltas técnicas e que concedam os descontos devidos ao final do tempo regulamentar. "

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Uma proposta extremamente benéfica à dinâmica do jogo."



Tempo de Ataque/Defesa:
10 (dez) segundos para cada, findo o tempo o juiz deve reiniciar a partida.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Sempre achei 15 (quinze) segundos muito tempo para uma arrumação de tiro-de-meta; além disso, padroniza os tempos de reflexão.


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
"10 segundos para se arrumar o ataque são suficientes, mas não para se arrumar a defesa. Ou se arranja um meio termo ou não se muda.”

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Excelente proposta. Acho que 10 segundos são suficientes."

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "Acho que deveria ser aumentado para 20 segundos, pois 15 é pouco pra arrumar a defesa dependendo da situação do jogo, e sabemos que geralmente os 15 segundos não são respeitos. Se formos cronometrar, quando num jogo temos um juiz mais "light" as arrumações demoram 40 segundos, no mínimo."


COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"No pior dos casos, em um tiro de meta contra, temos sete botões para arrumar na defesa (menos de um segundo e meio para posicionar cada botão). Um botão mal posicionado e adeus. Dez segundos não dá. Como é impossível determinarmos tempos diferentes para arrumação de ataque e defesa, acredito que deva ficar como está."

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Também vai deixar o jogo mais dinâmico."




Jogada Furada:
Máximo de três furadas consecutivas, sendo obrigatório o toque na bola na quarta jogada.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Essa eu não gostei; se meu adversário sabe se defender bem, mérito dele; quem estiver perdendo que corra atrás."


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
"Não concordo."

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Concordo. Nossa modalidade deve ser a modalidade da criatividade, e não da cera. Se bem que, caso o botonista esteja "aranhando" e seu adversário não tenha acesso à bola, mesmo tocando na bola na quarta jogada, depois a cera vai continuar. Deveríamos sim constar na regra a punição para a falta de objetividade e competitividade, o que ocorre em muitos esportes. Disputamos partidas onde o objetivo é fazer gols, e não um campeonato de quem trava melhor a bola ou faz cera com maior maestria. Afastamos novos adeptos com este aspecto enfadonho da modalidade. "

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "Outra proposta absurda. As furadas fazem parte da estratégia. Se o defensor não consegue chegar à bola, fazer o quê?? Seria outra alteração quem poderia confundir a arbitragem. "

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"A princípio não concordo, mas admito que os testes que fiz não foram suficientes para ter uma opinião formada. Cria mais uma atribuição para a arbitragem e não puniria a falta de objetividade, pois um toque na quarta jogada não obrigaria a bola a sair da região onde já se encontra. Complicado."

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Interessante a proposta. Mas sugiro uma modificação. Após a terceira jogada sem tocar na bola, o jogador deverá deslocar a bolinha a distância de um palmômetro."



Tempo de jogo:
Dois tempos de 20 (vinte) minutos.

COMENTÁRIO DO JOSÉ RICARDO ALMEIDA (DF):
"Já jogamos assim em Brasília e acho que é um tempo suficiente para se jogar; além disso, ganhamos muito tempo na organização de torneios."


COMENTÁRIO DO BRUNO DE CASTRO (RJ):
"Não concordo que sejam retirados 20% do jogo. Jogo botão há 24 anos e nunca vi ninguém morrer em nenhum campeonato de longa duração. O maior inimigo dos atrasos nesse tipo de campeonat é a falta de organização à intervalos entre as partidas e isso está sendo MUITO minimizado com as atitudes tomadas pela confederação, como deixar a MESA CENTRAL independente, por exemplo"

COMENTÁRIO DO LEONARDO STUMPF (JF):
"Concordo com esta alteração desde que o tempo de arrumação de ataque/defesa passe para 10 segundos e o tempo de reflexão passe para 8 segundos. Daria para fazer mais partidas num campeonato, e para quem gosta de jogar, quanto mais partidas diferentes melhor."

VOTO E COMENTÁRIO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE FUTEBOL DE MESA:
VOTO - NÃO. "Em diversos torneios pelo País o 20 x 20 já é usado para dimunuir a duração das compeonatos. Acho que deveria ser mantido do jeito que está. Cada Federação define se os torneios serão disputados no tempo oficial, 25 x 25, ou para dinamizar a duração dos torneios, poderiam usar o 20 x 20. Agora nos torneios oficiais da CBFM o tempo oficial deveria der o de 25 x 25. Resumindo, deveria ser mantido o 25 x 25, porém facultado Às federações a diminuição de 20 x 20 para torneios de pequeno porte, sendo obrigatório o 25 x 25 para os torneios da CBFM. "

COMENTÁRIO DO ANTONIO LIMA ORNELAS (RJ):
"Como não concordei com nenhuma redução referente aos tempos de reflexão, seria incoerente concordar com redução do tempo total. Além disso, gostaria de entender qual o objetivo dessa mudança. Jogar o mesmo número de partidas em um dia, gastando menos tempo ou gastar o mesmo tempo e jogar mais partidas?"

COMENTÁRIO DO THIAGO STEFAN (JF):
"Creio que com a diminuição no tempo de reflexão e no tiro de meta o tempo possa ser alterado. A modificação facilita a vida dos organizadores."
 
 
 
RETORNA À PÁGINA ANTERIORTOPO DA PÁGINAPÁGINA PRINCIPALENTRE EM CONTATO