01. Faça uma breve apresentação a seu respeito.
Onde e quando nasceu? Onde e quando iniciou no futebol
de mesa? Como aconteceu seu início na modalidade de
três toques? Quais os tipos de regra que você já praticou?
Qual a maior satisfação que o futebol de mesa lhe proporcionou?
R.: Nascido em SJRPreto SP, em 14/03/1960, Comecei a
jogar em 1969 com 9 anos, meu irmão mais velho me ensinou.
Inicio na regra 3 toques: Vi um campeonato na TV sendo
realizado em SJRPreto na época organizado pelo Aranha,
Alcides e Mauricio, fui até lá e participei da segunda
divisão e venci o campeonato de duplas, e nunca mais
parei de jogar até hoje.
02. O que o levou a optar pelo futebol de mesa
como modalidade esportiva, em detrimento de outro esporte?
R.: Minha paixão por este esporte vem da infância, já
pratiquei outros esportes, mas me identifiquei com o
Futebol de Mesa, porque encontrei nele, algo que não
havia encontrado nos outros esportes, as amizades, a
oportunidade de dirigir uma entidade, as competições,
e os títulos que já conquistei, além de poder jogar
(vestir a camisa vermelhinha) pelo clube de futebol
da minha cidade, pelo qual aprendi desde de criança
a torcer por ele.
03. O que representa o futebol de mesa para você?
Quanto tempo de sua semana você dedica à prática do
futebol de mesa? Sua família apóia você?
R.: No inicio era apenas um hobby, mas hoje é uma profissão,
visto que sou Professor De Ed. Física e ministro aulas
de futebol de mesa para crianças pela secretaria de
esportes da cidade e pelo SESC, e ganho pelas aulas.
Além disso encaro esse esporte profissionalmente, não
amadoramente. Jogo as quartas em casa e aos sábados
na Liga, e procuro ir a todos os campeonatos possíveis.
Minha família normalmente não apóia minhas loucuras
por esse esporte.
04. Qual o nome de seu time e o que o levou a
esta escolha?
R.: FIEL FM. Porque sou torcedor do Corinthians e participei
da Gaviões da Fiel, e esse nome é uma homenagem as torcidas
organizadas do timão.
05. Quais os botonistas que, ao longo de sua carreira,
mais o incentivaram?
R.: Nilson (Tio Nil), Aranha, Emerson, Beto
06. Quais mais o influenciaram e impressionaram?
R.: Vander, Marcus, Mauricio (SJRPreto) e Emerson
07. Quais mais o decepcionaram?
R.: Igor Iuri Mendonça, era um botonista arrazador na
época de aspirantes (infantil/juvenil), ganhava tudo,
mas depois não quis seguir no adulto, mesmo tendo talento
para isso, e por ser meu filho, eu apostava muito nele
para conquistar títulos e jogar ao meu lado na equipe.
08. Em sua opinião, qual o tipo de time ideal,
bainha, altura, diâmetro etc.?
R.: Tem que ser o que se adapta ao atleta. Apesar de
estar jogando desde 2007 com o mesmo time, sou um romântico
do FM, jogo com qualquer time e me adapto fácil.
09. O futebol de mesa não se resume apenas aos
títulos e troféus conquistados. Quais foram as suas
maiores alegrias na carreira? E as maiores tristezas
ou decepções?
R.: Em termos de títulos foi conquistar o paulista individual
agora em 2007, porque é muito difícil vencer Emerson,
Fernando, Constancio (tri-campeão), e Beto em grande
crescimento, e o brasileiro de clubes em 2001, pois
apesar de ter uma equipe de botonistas contratados,
eu me senti vitorioso por ter conseguido junta-los numa
estrutura bem montada, com patrocínios e marketing,
e que deu certo, pude aperfeiçoar meu lado administrativo
. Em termos gerais, tive muitas alegrias, mas acredito
que até o momento as maiores são: o enorme número de
amizades conquistadas ao longo da carreira, jogo com
Oscar Schmidt em 1995, e ser presidente da CBFM, entidade
máxima do nosso esporte, e a homenagem que recebi no
Rio em 2008 pelo pessoal da modalidade 1 toque.
10. Qual a sua partida que você chamaria de inesquecível?
R.: Até o momento é 4x1 no Thiago Stefan na Copa Brasil
de Clubes em BH em 2009.
11. Qual a sua pior partida, aquela que você não
gostaria de lembrar?
R.: Já tive péssimas partidas, mas encaro todas elas
como aprendizado, por isso não devo esquecê-las.
12. Descreva um fato pitoresco acontecido no futebol
de mesa, dentro ou fora da mesa.
R.: Bem sou conhecido por fatos pitorescos, que só acontecem
comigo, mas o maior deles foi no brasileiro em J. Fora
em 2007, quando eu acabara de fazer um gol e passar
a frente (2x1) no Miguel, e acabou a luz, voltando no
outro dia com bola ao alto no centro de campo, a bola
ficou para ele e aramou uma jogada muito bem edificada
e fez o gol de empate, que era dele, e o resultado ficou
assim até o fim e ele se classificou.
13. Existe uma conscientização generalizada em
favor do "fair-play" nas competições esportivas. Apesar
dos "quilômetros rodados", o que tira você do sério
numa competição de futebol de mesa?
R.: Melhorou muito, mas ainda pode melhorar mais para
chegarmos no ideal. Me tira do sério, é quando um juiz
da partida se engana ou não esta concentrado na jogada
e me prejudica, e junto a isso também, meu adversário
não acusar e passar a bola para mim, mesmo ele sabendo
que é minha.
14. Qual o clube de futebol de mesa mais organizado
em que você já jogou?
R.: Só joguei pelo extinto Rio Preto F.M. e o América
F.C. (atual), acredito que o América sempre esteve bem
organizado.
15. Qual a competição mais organizada de que você
tomou parte?
R: Já participei da 3 toques, 12 toques e 1 toque, em
termos de organização eles, 1 toque e 12 toques, estão
a frente do 3 toques, mas nos últimos anos o 3 toques
melhorou muito e está mais próximo deles.
16. Quais são as maiores qualidades e os defeitos
da regra de três toques?
R.: Qualidades: maior semelhança com o futebol, muito
mais técnica, maior raciocínio. Defeitos: muita interpretação
que às vezes confundi, tempo de jogo longo, facilidade
para fazer "cera" no jogo.
17. Que sugestões você daria para a nossa regra
ficar ainda melhor?
R.: Vou repetir o que falo e luto a mais de 10 anos,
tempo de jogo 20x20, tempo de reflexão 8 segundos, apenas
2 furadas consecutivas na 3ª, falta indireta, (isso
para evitar a "cera"), fim do lateral e escanteio cavados,
todos passam a ser normais com direito a chute a gol
se a jogada iniciou no ataque. São coisas que facilitariam
o jogo e o aprendizado das crianças, assim teríamos
mais adeptos, sem contar a mídia e a organização dos
eventos como um todo.
18. Em sua opinião, qual o maior problema enfrentado
pela CBFM 3 toques no momento?
R.: Conservadorismo, falta de ousadia para mudar e modernizar.
Falta de profissionalismo. Pequena participação dos
botonistas nas discussões e organização do movimento.
19. Que sugestões você daria para que o nosso
movimento volte a crescer?
R.: Mudança de atitude, ousadia, modernização, profissionalismo,
colocar em prática as mudanças que eu respondi na pergunta
17 em forma de teste por 1 ano, juntamente com as que
já foram aprovadas, após esse período analisaremos o
resultado, e ser for o caso aprova-se ou não definitivamente.
20. Como você vê o atual momento do futebol de
mesa paulista? Quais suas sugestões e expectativas em
relação ao movimento no seu estado?
R.: Um ótimo momento, onde Campinas juntando com o pessoal
de Americana (12 toques), reapareceram e proporcionou
um ótimo intercambio com SJRPreto. A expectativa e também
ótima, de fortalecimento e melhor nível técnico, além
de expandirmos para outras cidades e até mesmo a capital.
21. Atualmente você ocupa cargo de direção em
algum clube, associação, federação ou confederação?
Se sim, quais os seus grandes desafios?
R.: Atualmente sou presidente da Liga Riopretense
e Regional de Futebol de Mesa e secretário geral da
CBFM geral (estou licenciado neste momento para cuidar
de assuntos particulares). Meu grande desafio na CBFM,
foi como presidente até no ano passado (set/2008), reestruturar,
legalizar e organizar a entidade, além de colocar nosso
esporte no bolsa-atleta, que foram realizados com sucesso.
22. Quais são seus projetos para o futuro no nosso
movimento?
R.: Neste momento estou voltado para meu projeto de
ensinar professores de educação física nosso esporte,
e assim eles possam ensinar crianças e adolescentes
em escolas, clubes, associações, e enumeras entidades
para nosso crescimento, e a construção da sede da Liga
em SJRPreto SP.
23. Fale-nos um pouco do seu clube atual, o AMERICA.
Quais os problemas que ele vem superando? Quais os projetos
para ele?
R.: O
grande problema que eu sempre enfrentei no América nesses
15 anos (junho) de clube são as mudanças de diretoria.
O grande projeto é conquistar novamente o titulo Brasileiro
de Clubes e a Copa Brasil.
24. É comum em nossas conversas surgirem listas
dos cinco mais, o "TOP FIVE". Em sua opinião:
- Quais os cinco melhores técnicos da nossa regra?
R.: Marcus, Vander, Stumpf, Bruno, Lorival.
- Quais os cinco melhores dirigentes do futebol
de mesa com que você já trabalhou?
R.: Stumpf (3 toques), Robson (1 toque), Élvio (12 toques),
Della Torre (12 toques), Muradian (12 toques).
- Quais os cinco melhores botonistas com quem
já teve oportunidade de atuar em equipe?
R.: Marcus, Bruno, Renato, Emerson e Fernando
- Quais os cinco melhores árbitros do futebol
de mesa?
R.: José Ricardo DF, Benjamin, Vander, Marcus e Miguel
25. Um sonho que você ainda não realizou no futebol
de mesa?
R.: Conquistar um título brasileiro individual e representar
meu país em uma competição internacional.
26. Finalizando, deixe o seu recado ou impressões
sobre o tema que preferir.
R.: Bom, gostaria de falar sobre o episódio da contratação
do pessoal do Tupi em 1999. Fui mal interpretado naquela
época, primeiro eles estavam sem clube para jogar, então
visualizei uma possibilidade de marketing e conquistas
para o América, que possibilitaram, após a conquista
do titulo brasileiro de 2001 patrocínios que até hoje
estão sendo úteis para o desenvolvimento do pessoal
aqui em viagens e intercâmbios para o crescimento do
nível técnico, além disso, as vindas deles aqui em SJRPreto
para jogar foi ótima para esse aprimoramento, sei que
criou se polemica dobre isso, mas tenho a consciência
da importância que foi isso para nós, e não me arrependo
de ter feito, além do que, após esse fato reparei que
outras vezes em anos posteriores aconteceu fatos semelhantes
de botonistas jogarem para outro estado e nem por isso
foi feito polemica em cima disso. Isso e profissionalismo,
o que eu falei nessa entrevista que falta para que possamos
crescer. Sou apaixonado por esse esporte, e fiz, faço
e farei o que puder para vê-lo em lugar de destaque,
e meu recado a todos é que procurem trabalhar as crianças
para nosso futuro, senão vai chegar uma época em que
estaremos jogando só campeonato de máster.