ENTREVISTA
 

THIAGO STEPHAN TAVARES
Botonista de Juiz de Fora / MG
entrevista concedida a Paulo Sérgio Martins em Setembro/2009

 
 
Almir (in memorian), Maurício Cabral e Thiago Stephan no dia
da apresentação ao Vasco da Gama, seu time do coração
 

01. Faça uma breve apresentação a seu respeito. Onde e quando nasceu? Onde e quando iniciou no futebol de mesa? Como aconteceu seu início na modalidade de três toques? Quais os tipos de regra que você já praticou? Qual a maior satisfação que o futebol de mesa lhe proporcionou?
R.: Thiago Stephan Tavares: um cara tranquilo, apaixonado por Futebol de Mesa e que acredita que jogar bonito e lealmente é mais importante que ganhar. Mas, ganhar também é muito bom! Minhas primeiras palhetadas foram dadas na pequena cidade de Bicas, em Minas Gerais. Ganhei meu primeiro time - e Estrelão - quando tinha quatro anos de idade. Jogava com meu irmão mais velho, João Francisco, atual campeão mineiro na modalidade Três toques. Desde então, nunca mais deixei de falar "marca" e, consequentemente, "tá marcado". Em 2009, eu e João Francisco estamos completando 20 anos de atividades quase ininterruptas na Regra Carioca. Conheci a modalidade através de um dos melhores botonistas que vi jogando: Flávio Mockdeci. Ele organizou uma competição de "leva-leva" em uma casa de materiais esportivos aqui em Juiz de Fora. Fui eliminado na primeira fase. Mesmo assim, ele me convidou para ir jogar no Sport. De lá para cá, vesti várias camisas, das quais sinto orgulho: Sport, Futrica, Tupi, Palheta de Ouro, Chacal, Sociedade Portuguesa, Vasco e Tupi. A maior satisfação que sinto por ser um botonista é ter a certeza que essa modalidade, tão pouco conhecida da grande maioria, foi decisiva para moldar o meu caráter. Cresci dentro do Futebol de Mesa e devo muito a esse esporte. Que o diga minha mãe, Dona Ana.

02. O que o levou a optar pelo futebol de mesa como modalidade esportiva, em detrimento de outro esporte?
R.: Quando comecei a jogar o Futebol de Mesa eu também jogava Futebol de Salão. Fui vice-campeão juizforano na categoria Pré-Mirim. Mas, quando conheci o Futebol de Mesa, fiquei fascinado. Eu sou uma pessoa muito imaginativa. E o Futebol de Mesa mexe demais com pessoas assim... Anos mais tarde, defendi minha monografia de conclusão do Curso Comunicação Social na UFJF. O título do trabalho? "O Futebol de Mesa e as narrações esportivas". No estudo, apresentei uma pesquisa na qual vários dos atuais narradores e repórteres de campo de veículos de Comunicação do Brasil tiveram um "primeiro contato" com a futura profissão ao narrar, na infância ou adolescência, partidas de Futebol de Botão. Foi nesse estudo que aprendi mais sobre a "Sensorialidade": a capacidade que temos de criar imagens mentais através de narrações esportivas radiofônicas ou, por que não, através de partidas de Futebol de Mesa. Asas para a imaginação!

03. O que representa o futebol de mesa para você? Quanto tempo de sua semana você dedica à prática do futebol de mesa? Sua família apóia você?
R.: O Futebol de Mesa para mim é parte da minha existência. Não consigo me imaginar sem estar jogando ou sem estar envolvido com o Futebol de Mesa. Mesmo quando estive afastado, no ano passado, buscava informações. Atualmente, não se passa um dia sem que eu entre nos site do Liberdade, do Grêmio, da FEFUMERJ e no futeboldemesanews.com.br. Estou tentando voltar a praticar o Futebol de Mesa pelo menos uma vez por semana. Por enquanto, tenho jogado a cada 15 dias, ou menos. Quanto a minha família, todos apoiam. Minha mãe afirma ter gratidão ao Futebol de Mesa. Meus irmãos, primos e tios sempre me perguntam se eu ainda jogo e ficam felizes ao saber que sim.

04. Qual o nome de seu time e o que o levou a esta escolha?
R.: Meu time não tem nome. Já foi Flamengo do Piauí - uma sátira ao Flamengo -, Seleção Brasileira e Palmeiras. Atualmente, estou jogando com em escudo de uma empresa em que trabalhei. Fiz uma seleção dos meus amigos naquela instituição e o Brunno Gill fez o escudo para mim utilizando a "logo" da empresa. Mas, já vou tirar esse distintivo. Está dando azar! Estou procurando um novo time para "defender" suas cores. Mas, o certo mesmo é que nenhum distintivo do mundo vai deixar meu time mais bonito. Mas, eu gosto dele mesmo assim.

05. Quais os botonistas que, ao longo de sua carreira, mais o incentivaram?
R.: Tem um grupo de botonistas que sempre me incentivou. A lista é longa. Aproveito a oportunidade para agradecer a paciência e atenção que tiveram comigo. São eles: João Francisco, Miguel Lemos, Renato Baumgratz, Marcus Motta, Leonardo Stumpf, Bruno de Castro, Romualdo Picininni, José Henrique Winter, Sidney Alves (Futrica), Gilson Nogueira, Guto Bittar, Paulo Sérgio, Henrique Madeira, Carlos Henrique Garcia... e por aí vai. Desculpem-me se esqueci algum, o que certamente aconteceu.

06. Quais mais o influenciaram e impressionaram?
R.: Quando comecei a jogar, o grande nome do Futebol de Mesa em Juiz de Fora era o Renato Baumgratz. Aprendi muito com ele, seja olhando, seja perdendo para ele. O Marcus Motta foi um grande companheiro de treinos. Foi nas férias de 1991, se não me engano, na qual treinávamos todos os dias, pelo menos umas quatro horas, que eu tive um grande salto de qualidade. O Bruno de Castro também é um jogador fantástico e também aprendi muito com a forma dele jogar quando fizemos equipe juntos no Palheta de Ouro. O Miguel Lemos me ensinou o básico do Futebol de Mesa. Tenho gratidão ao Miguel por sua ajuda.

07. Quais mais o decepcionaram?
R.: Não vou dizer que fiquei decepcionado. Só existiram pessoas das quais eu esperava mais.

08. Em sua opinião, qual o tipo de time ideal, bainha, altura, diâmetro etc.?
R.: Para mim, o time ideal é o meu. Quanto ao diâmetro, tem 6cm. Não sei sua altura e não sei o grau de inclinação da sua bainha, apesar de jogar com ele desde 1992. Mas, conheço a "aura" de cada botão (sic). A única coisa que posso afirmar com maior precisão é que, dependendo do dia, meu time faz gol.

09. O futebol de mesa não se resume apenas aos títulos e troféus conquistados. Quais foram as suas maiores alegrias na carreira? E as maiores tristezas ou decepções?
R.: Foram várias as alegrias, infinitamente maiores que o número de tristezas, as quais nem vou citar. Uma das alegrias foi ter sido Campeão Brasileiro de Equipes, em 1997, juntamente com o Bruno de Castro, Miguel Lemos, Roberto Rocha, Astyages Brasil e Paulo Stavalle. Tinha o Duda também, que nos incentivou o tempo todo. Aquele título me marcou muito. Quase dez anos depois, em 2006, tive a oportunidade de ser Campeão Brasileiro de Equipes jogando pelo Vasco, meu time de coração, ao lado de amigos como Guto Bittar, Paulo Sérgio, Henrique Madeira, Marcus Motta, Paulo Marcos, Sibélius Bernardes e Maurício Cabral. Sinto-me fazendo parte da gloriosa história do Vasco por causa daquele título, que foi conquistado com muita garra. Atualmente, me sinto feliz da vida, de alma lavada, ao retornar ao Tupi e ter a possibilidade de jogar novamente na sala que outrora foi palco de tantas alegrias.

 
Thiago (a esquerda) juntamente com a equipe do Vasco da Gama, campeã Brasileira de 2006
 


10. Qual a sua partida que você chamaria de inesquecível?
R.:Em 1997, venci o Marcus por 1x0 na partida que decidiu o título daquele ano do Campeonato Brasileiro de Equipes. Ele estava há 28 jogos invicto e, ao me parabenizar, disse que eu tinha feito uma partida perfeita. Talvez tenha sido uma das minhas melhores apresentações nestes 20 anos de Futebol de Mesa.

11. Qual a sua pior partida, aquela que você não gostaria de lembrar?
R.: Ah, deixa isso pra lá... Já tomei tantas goleadas!

12. Descreva um fato pitoresco acontecido no futebol de mesa, dentro ou fora da mesa.
R.: São vários os fatos, inúmeras as palhaçadas. Hoje, quando relembramos a viagem de volta de Teresópolis, onde fomos jogar um campeonato em 2005 (se não me engano), as risadas são garantidas. Jogávamos na Sociedade Portuguesa e vencemos o Rio Minas de Trio. Antes de pegar a estrada, resolvemos parar para comemorar o título. Nosso piloto, Luiz Henrique, não havia dormido na noite anterior em função do frio que fez na Serra. Na viagem de volta, quando já estávamos na BR-040, entre uma cochilada e outra, peguei todos os passageiros do Chevette dormindo, inclusive o piloto. Foi o tempo de dar um grito. O Chevette saiu da pista, subiu no barranco e quase capotou. Também estavam no carro o João Francisco e o Léo Stumpf. Já acordados do breve sono e de volta à estrada, percebemos que o veículo tinha o pneu estraçalhado. Tem mais... Quando o Luiz Henrique foi pegar as ferramentas no porta-malas para, deixou a chave do veículo lá dentro. Eu, com medo de dar uma cabeçada, fechei a porta do porta-malas. Pronto, a "lenha" estava feita, para desespero do João Francisco. Aguardamos então a chegada do caminhão-reboque. O "sorrisozinho" estilo Monalisa do motorista do caminhão ao descobrir que a chave do veículo estava trancada no porta-malas nunca mais vai sair da minha memória. Tem mais... O reboque nos deixou em ponto de apoio na estrada. Arrombamos o porta-malas. Lá estava a chave a rir de nós! Mas para pegar o estepe, tivemos que tirar nossa bagagem. Enquanto o borracheiro fazia o serviço, veio um estrupiado vira-latas e, diante dos nossos olhos perplexos, fez xixi no colchão do João Francisco, que a essa altura já estava com uma felicidade contagiante. Trocamos o pneu e viemos para casa em segurança. Nunca mais esqueceremos daquela viagem.

13. Existe uma conscientização generalizada em favor do "fair-play" nas competições esportivas. Apesar dos "quilômetros rodados", o que tira você do sério numa competição de futebol de mesa?
R.: É muito difícil me tirar do sério. Mas, com certeza, já perdi as estribeiras. Hoje, confesso que não gosto de berros comemorativos na hora do gol. Acho que deveríamos fazer uma campanha contra gritos estéricos. Acho extremamente negativo para nessa modalidade. Tenho me policiado nesse sentido. Ás vezes escapa, mas tento evitar. Atrapalha quem está jogando nas outras mesas, é ruim para o adversário e para nossa imagem enquanto modalidade esportiva.

14. Qual o clube de futebol de mesa mais organizado em que você já jogou?
R.: Acho que foram dois os clubes mais organizados que já participei: Tupi, do José Henrique Winter, e o Futrica, do Sidney Alves. Isso não quer dizer que os outros eram desorganizados, pelo contrário. Só que esses dois clubes foram referências positivas no quesito organização.

15. Qual a competição mais organizada de que você tomou parte?
R.: As competições em Belo Horizonte geralmente são bem organizadas em função da estrutura que a Sala 422 do Mineirinho possui. Mas, acho que o Campeonato Brasileiro Individual de 2001, quando o Lorival derrotou o Janilson na final, foi muito bem organizado. Todos os participantes tinham crachá, o qual eu guardo até hoje. Tiveram outras muito bem organizadas. Acho que as coisas melhoraram bastante a partir das últimas duas gestões da Vice-Presidência (Três Toques) da CBFM. Mas, temos muito que evoluir ainda.

16. Quais são as maiores qualidades e os defeitos da regra de três toques?
R.: Acredito que a maior qualidade da Regra de Três Toques é o fato dela ser uma regra muito estratégica. É uma modalidade extremamente técnica. É preciso usar a inteligência para jogá-la. Por outro lado, isso dificulta demais para os iniciantes, que levam muito tempo para aprender as artimanhas da modalidade. Esse é o seu principal defeito, para o qual não há muito que fazer, já que a meu ver, se mexer muito na regra, perde-se suas principais características.

 
Thiago juntamente com sua equipe atual, o Tupi
 

17. Que sugestões você daria para a nossa regra ficar ainda melhor?
R.: Sou a favor de coibir os gritos e sou a favor do tempo de jogo ser aberto a todos os botonistas. Não creio que mudanças profundas na regra sejam positivas, já que podem mudar a filosofia da modalidade. O que nossa modalidade mais precisa é de gente com paciência para ensinar os novos praticantes. Acho que temos que desenvolver campanhas nesse sentido. Os botonistas que rompem a difícil marca dos três anos em nossa modalidade, dificilmente abandonam as competições. Mas sem o apoio dos mais experientes, os iniciantes não chegam a esse patamar.

18. Em sua opinião, qual o maior problema enfrentado pela CBFM 3 toques no momento?
R.: Acredito que o maior problema que a CBFM - Três Toques enfrenta no momento é a falta de gente para tomar as rédeas da modalidade. Tem muita gente para colocar o time na mesa e poucas pessoas para montarem os cavaletes. Aí complica, né! Reforço que outro ponto que precisamos melhorar é a renovação de praticantes. Os anos passam e os praticantes são os mesmos.

19. Que sugestões você daria para que o nosso movimento volte a crescer?
R.: Acredito que o envolvimento deve ser de todos. Todos devem se comprometer com o crescimento da modalidade. Se cada um assumir a sua parcela de responsabilidade, com certeza nosso esporte voltará a crescer. Nosso produto é muito bom, mas precisamos aprender a vendê-lo melhor. Precisamos conquistar os corações dos jovens, e temos o apoio de seus pais para isso, já que eles sabem que jogar botão é muito melhor que Vídeo-Game.

20. Como você vê o atual momento do futebol de mesa mineiro? Quais suas sugestões e expectativas em relação ao movimento no seu estado?
R.: Acredito que o momento atual do Futebol de Mesa em Minas Gerais é o melhor dos últimos 15 anos. Temos duas cidades muito bem estruturadas: Belo Horizonte e Juiz de Fora. E temos ainda as cidades do sul de Minas, que estão motivadas, mas que jogam a Regra Paulista. Entretanto, acredito que, com o intercâmbio que está acontecendo com Poços de Caldas e São Lourenço, em breve também teremos jogadores da Regra Carioca naquelas cidades. Minha passagem pelo Vasco foi positiva não só pelos títulos conquistados. Foi lá que aprendi que é possível todas as Regras do Futebol de Mesa conviverem juntas. É o que estamos tentando fazer no Tupi. Na minha opinião, quem joga os Três Toques, não vai deixar de jogá-lo para disputar outra modalidade. Pode até participar de outra modalidade, mas não vai abandonar a Regra Carioca. E isso pode acontecer nas outras modalidades. Quem joga Dadinho 9X3, por exemplo, pode se tornar também um botonista da Regra Carioca. Temos que unir forças. Somar!

21. Atualmente você ocupa cargo de direção em algum clube, associação, federação ou confederação? Se sim, quais os seus grandes desafios?
R.: Não tenho nenhum cargo oficial. Extra-oficialmente, atuo como Assessor de Comunicação do Departamento de Futebol de Mesa do Tupi, fazendo o contato com a imprensa e elaborando planos mirabolantes para atrair novos botonistas.

22. Quais são seus projetos para o futuro no nosso movimento?
R.: Meu grande plano, atualmente, é fazer a reforma da nossa sala. Quero deixá-la brilhando e com uma decoração temática, voltada para o Futebol. Quero conceber um espaço do qual Juiz de Fora se orgulhe. Temos potencial para isso e vamos fazê-lo em breve.

23. Fale-nos um pouco do seu clube atual, o Tupi. Quais os problemas que ele vem superando? Quais os projetos para ele?
R.: Estou muito feliz com o retorno do Tupi. O Áureo Fortuna, presidente do clube, nos dá apoio e gosta de ver a sala cheia durante os campeonatos. Nosso maior problema, atualmente, é que nossa sala ainda não está do jeito que queremos. Todo o clube está precisando de reforma. Parte dele será vendida para sanar dívidas contraídas em gestões passadas. No Futebol de Mesa, passamos todo o ano capitalizando recursos para fazer nossa reforma. O dinheiro é curto e os sonhos são grandes. Estamos a meio caminho de atingir nosso objetivo. No que se refere ao aumento do número de participantes, temos convidado sistematicamente pessoas para se juntarem a nós. Abrimos espaço para a participação em três modalidades: Regra Carioca, Regra Paulista e Dadinho 9X3. Independente da modalidade, precisamos ver a sala do Tupi repleta de botonistas para que não venha acontecer novamente de perdermos a nossa sala. Seria como o Vasco perder São Januário. Já passamos por isso e vou me empenhar ao máximo para que não ocorra novamente. Seria uma derrota pessoal muito grande e um revés enorme para a modalidade em nossa região.

24. É comum em nossas conversas surgirem listas dos cinco mais, o "TOP FIVE". Em sua opinião:
- Quais os cinco melhores técnicos da nossa regra?
R.: Melhores da História (TOP SEVEN): Renato Baumgratz, Bruno de Castro, Lorival Ribeiro, Vander Felipe, Marcus Motta, Leonardo Stumpf e Carlos Antônio.
- Quais os cinco melhores dirigentes do futebol de mesa com que você já trabalhou?
R.: Guto Bittar, Paulo Sérgio, Leonardo Stumpf, José Henrique Winter e Sidney Alves.
- Quais os cinco melhores botonistas com quem já teve oportunidade de atuar em equipe?
R,. Nossa, joguei com muitos craques! Vamos lá: Renato Baumgratz, Bruno de Castro, Leonardo Stumpf, Marcus Motta, Miguel Lemos e João Francisco.
- Quais os cinco melhores árbitros do futebol de mesa?
R.: Marcus Motta, Sibélius Bernardes, Benjamim Abaliac, José Pires e Gustavo Lopes.
PS: Juiz bom tem que aparecer pouco!

25. Um sonho que você ainda não realizou no futebol de mesa?
R.: Tenho muitos projetos engavetados na minha cabeça. A grande maioria de cunho social. Quem sabe, em 2010, não consigo colocar algum na prática.

26. Finalizando, deixe o seu recado ou impressões sobre o tema que preferir.
R.: Deixo aqui meu agradecimento a todos que fazem parte dessa verdadeira família que é composta pelos praticantes da Regra Carioca. Como em todas as famílias, existem brigas e desentendimentos. Mas, é preciso superar essas situações. O Futebol de Mesa, antes de tudo, é confraternização e convívio social. Um forte abraço a todos!

 
 
 
 
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