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Por
sua natureza, o futebol de mesa é um esporte com um desenvolvimento
muito rápido, com lances milimétricos e decisões tomadas
em poucos segundos.
Para
torná-lo ainda mais complexo, as regras do jogo ficam entregues,
muitas vezes, à interpretação imediata de uma só pessoa
- o árbitro da partida, autoridade máxima, soberana, absoluta.
Será
correto atribuir-se tanta autoridade a um ser humano impregnado
de emoções e sentimentos capazes de provocar, como em qualquer
um de nós mais inconsciente que conscientemente ,
erros de avaliação, de julgamento e de crítica?
Durante
o desenrolar de uma partida de futebol de mesa, o árbitro
é o condutor e julgador supremo do espetáculo. De acordo
com sua disposição física e seu estado emocional, no aqui
e agora, de imediato fará interpretações certas ou erradas
de qualquer lance. Dispõe do direito de inverter faltas.
De advertir o jogador. De irritá-lo. E mesmo de se irritar.
De assinalar impedimentos. Expulsar botões. Marcar pênaltis.
Anular gols legítimos. Ou confirmar tentos ilegítimos (e
até irreais). A repetição de atitudes erradas ou eventualmente
parciais do árbitro acaba irritando os técnicos. Provoca
revolta na torcida. E alimenta comentários e críticas negativas.
Quando
o árbitro atua corretamente, sua presença faz-se sentir
de maneira pouco ostensiva. E sem provocações. Se, porém,
tem atuação infeliz, é logo "condenado" e "sacrificado".
Além
de atuação direta na mesa, o árbitro tem ainda o direito
de elaborar relatório do jogo, escrito a seu modo, nem sempre
fiel à realidade dos fatos.
Julgar
é uma das coisas mais sérias e difíceis da vida. Julgar
com serenidade e imparcialidade requer uma série de credenciais
que nem todas as pessoas possuem. Exige do julgador uma
evolução emocional que nem todos alcançam. Somente uma personalidade
evoluída através de anos de experiência bem aproveitada,
uma pessoa emocionalmente amadurecida e tecnicamente preparada
para o setor, disporá de condições positivas para poder
avaliar, equacionar, analisar e melhor acertar em seus julgamentos.
Temos
conhecimento de que em todas as atividades esportivas, no
mundo inteiro, o quadro de sua evolução fica na dependência
de boas arbitragens e assim sendo o futebol de mesa não
poderia fugir à regra.
O
saudoso Antônio Maria Della Torre, que era diplomado pela
Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e foi
presidente da Federação Paulista de Futebol de Mesa, fez
uma explanação sobre algumas condições básicas e imprescindíveis
para o bom desempenho de um árbitro durante uma partida
de futebol de mesa.
O
número de botonistas que se dispõe a apitar ainda é reduzido
e isso sobrecarrega em demasia "os que topam a parada".
Infelizmente, apesar dos muitos apelos feitos, observa-se
uma certa falta de cooperação nesse particular. O técnico,
de uma maneira geral, apenas quer jogar e o mais lamentável
ainda é que quando se desclassifica nos torneios de grande
porte, deixam de comparecer ao local dos jogos, não o fazendo
para prestigiar seus colegas de agremiação que por melhores
resultados ainda continuam na competição.
O
futebol de mesa, pela velocidade das peças do jogo (bola
- botão), jogado num espaço relativamente pequeno, exige
muita atenção dos árbitros que precisam tomar suas decisões
rapidamente e assumir a responsabilidade das mesmas. Um
árbitro tem que ser preciso e firme naquilo que vê e se
titubear em qualquer lance, estará não só prejudicando os
contendores como a sua imagem de mediador. Não se obtém
bons resultados na arbitragem se tornarmos a mesma um ato
forçado. No quadro de técnicos podemos encontrar bons, regulares
e maus jogadores, porém na arbitragem tal subdivisão não
poderá existir. Enquanto o desempenho da arbitragem não
merecer o destaque devido, não estaremos contribuindo para
a sua valorização. Assim como gostamos de apreciar um jogo
tecnicamente bem disputado, procuraremos acompanhar os bons
árbitros e suas maneiras de agir.
O
problema de árbitros e arbitragens é universal, milenar
e constante. No futebol de mesa também e talvez principalmente,
ele se acentua de forma alarmante. São várias as razões
pelas quais há falta de árbitros (erroneamente chamados
de juízes). Entre elas, podemos citar:
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1.
EGOÍSMO |
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É
o fator mais predominante. O técnico recusa-se a cooperar.
Ele se acha intocável. Arbitrar uma partida para ele
é ridículo e humilhante. "Onde já se viu EU deixar
meu tempo de folga entre uma partida e outra para
arbitrar? E sair de casa só para isso então? É uma
blasfêmia contra esse ídolo intocável que EU sou".
As desculpas mais ouvidas são: eu não gosto de apitar;
eu não sei apitar etc, quando a única certa talvez
fosse: eu gosto de futebol de mesa para jogar. Sou
egoísta e não apito. Não sou servil.
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2.
ESPORTE AMADOR |
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O futebol de mesa é um esporte amador que sobrevive
quase que unicamente às expensas de seus praticantes.
Não é do nosso conhecimento uma só pessoa que viva
do futebol de mesa para jogá-lo, quanto mais para
servir como árbitro. Assim, os árbitros são sempre
aqueles de maior boa vontade, de maior dedicação real
ao esporte e não a si próprio, e com índice menor
de egoísmo ou auto endeusamento. O futebol de mesa
não tem verba para pagar árbitros. Todo indivíduo
tem os seus afazeres profissionais, particulares e
familiares. Isso impede que às vezes, mesmo o indivíduo
tendo a vontade de comparecer, faça-se presente para
arbitrar uma ou mais partidas. Se somarmos então a
má vontade, ele não irá nunca.
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3.
A CRUCIFICAÇÃO DO ÁRBITRO |
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Não raras vezes, o árbitro vai com a melhor das boas
intenções e boa vontade para uma arbitragem que acaba
virando aventura por causa do mau esportista que,
achando-se intocável, não sabe perder ou reconhecer
sua derrota, ou ainda e principalmente, não admite
uma falha sequer do árbitro. É lógico, isso desestimulará
o árbitro, mais ainda o principiante.
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4.
O DEDICADO ACOMODA O DE MÁ VONTADE |
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Se você tiver que designar um árbitro e tiver duas
pessoas somente para pedir que arbitre uma partida,
certamente solicitará à de reconhecida melhor vontade
para arbitrá-la. É quase certo que ela não se recusará.
E a outra pessoa, que já não tinha boa vontade, aumenta
em seu pensamento que isso de arbitrar é mais uma
obrigação do outro do que dele. "Ele apita melhor
que eu. Ele está mais por dentro das regras. Os outros
preferem a ele mais do que a mim". É lógico, pois
o outro se tornou conhecido arbitrando enquanto o
segundo se omitia. Assim, esse problema vai continuar,
talvez para sempre. Mas pode-se minimizá-lo, bastando
talvez um pouco mais de compreensão e um pouco menos
de egoísmo por parte de cada um de nós, formando assim
um consenso que não só unirá mais a classe, fará amigos,
como também promoverá o esporte. Tem-se procurado
sanar o problema com vários tipos de imposições ou
estímulos como ganho ou perda de pontos ou vantagens,
prioridades, eliminações, prêmios e tantas coisas
mais que de um modo ou de outro melhoram um pouco
a problemática. Mas, repito, somente o consenso sobre
os direitos, obrigações e capacidade de cada um seria
a fórmula correta. Não seria contudo uma utopia?
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5.
OS REALMENTE DESPREPARADOS OU POUCO CAPACITADOS |
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Há dentro de nosso esporte, como dentro de todos os
esportes, indivíduos que o praticam sem o conhecimento
de suas regras. Isso gera polêmica, transtornos, indisposições
com colegas e árbitros. Há a necessidade de que cada
um saiba as regras do jogo. Então teremos mais árbitros.
Contudo, às vezes pelo próprio temperamento do indivíduo,
tenra ou avançada idade, problemas físicos e tantas
coisas mais, o indivíduo não tem realmente condições
de desempenhar uma boa arbitragem. E como é grande
o número deles! Não confundi-los entretanto com os
que se fazem passar por eles. A gente ouve cada uma:
"Eu gosto de apitar". Essa foi de um dos melhores
técnicos paulistas que contudo nunca é visto arbitrando
partidas. "Eu tenho medo de apitar". Essa é de um
dos técnicos que mais atritos causa numa mesa de jogo.
Há ainda aqueles que na hora de se designar árbitros
se escondem. Lembro-me de um que tendo recebido a
súmula na mão para arbitrar uma partida, deixou-a
na mesa e foi se esconder (leia-se ESCONDER mesmo)
em dependências outras do prédio onde se realizava
os jogos. E tem ainda uma outra de um excelente técnico
que sendo o único disponível no local para arbitrar,
quando solicitado, assim se expressou: "Mas eu? Peça
para outro". "Olhe em volta amigo, não temos outro".
"Olha um ali, peça para ele". Ocorre que ele não conhecia
a pessoa, que por sinal era um entregador de bebidas
que apenas deu uma parada para olhar o que para ele
era novidade!
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TOPO=
Se
você está dentro desse esporte, sabe muito bem de várias
artimanhas que alguns técnicos empregam para conseguir vantagens,
induzindo o árbitro ou intimidando o técnico adversário.
Com um pouco de "cancha", você que apita partidas, saberá
até as artimanhas mais usuais de cada um e quem as tem e
as usa ou não. Os sistemas de induzir o árbitro e intimidar
adversário são vários. Lembro-me bem das aulas que abrangiam
o problema no curso de árbitro que fiz na Federação Paulista
de Futebol em 1965, aliás, muito bem abordadas pelo professor
Flávio Iazetti. No futebol de mesa o problema também existe,
diferindo apenas os métodos. Então, o árbitro terá que se
precaver contra as muitas artimanhas, cujas mais usuais
citamos a seguir:
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01)
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Saída com a bola não colocada exatamente no centro,
a fim de ganhar vantagem no posicionamento seguinte
do botão que deu a saída;
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02)
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Colocação de botões em posição que não a correta;
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03)
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Encurtamento das distâncias permitidas, mormente quanto
à marcação dos botões adversários;
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04)
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Mudança de posição do botão a ser acionado enquanto
o adversário arruma o goleiro e o árbitro está com
a atenção voltada a outro pormenor;
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05)
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Recebimento de informações, tais como o tempo de jogo,
dadas por terceiros, oralmente ou por sinais;
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06)
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Abuso dos tempos permitidos para arrumar o goleiro
ou acionar o botão;
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07)
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CERA! É bem grande o número de técnicos que fazem
"cera". Existem verdadeiros catedráticos nisso e as
maneiras são tantas que a cada dia a gente aprende
uma. Há até quem faça má jogada de propósito, como
colocando a bola em local de difícil acesso e custosa
(em tempo) saída;
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08)
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O técnico, descarada e cinicamente, parte para jogar
como se a posse de bola ou a reposição de bola em
jogo lhe pertencesse clara, cristalina e evidentemente,
enquanto que a verdade é bem exatamente o contrário.
Com isso intimida o adversário, constrangendo até
ao próprio árbitro, pouco experiente, a tomar a decisão
correta. Os mestres nesse aspectos são muitos, o que
faz a gente pensar que exista escola para tanto;
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09)
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O técnico, ao deparar com um árbitro sem experiência
ou de pouca idade, ou ainda, de pouca fibra, fala
firme, reclama de decisões e usa de vários recursos
para ganhar a posse de bola ou induzir o árbitro a
lhe dar favorável os lances não muito bem definidos;
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10)
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Colocação do goleiro de forma errada, geralmente parcial
ou totalmente além da linha de gol, para dificultar
a entrada da bola pelo alto;
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11)
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Intimidação
ou irritação ao técnico adversário com jogadas e gestos
agressivos ou com manifestações espalhafatosas de
suas boas jogadas;
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12)
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Vibração ou gesticulação comemorando erro do adversário
a fim de intimidá-lo ou irritá-lo;
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13)
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Colocação das mãos sobre as beiradas da mesa quando
o adversário está de posse da bola ou vai chutar a
gol;
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14)
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Encostar o corpo na mesa de forma a prejudicar o chute
a gol do adversário;
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15)
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Fazer gestos ou micagens quando o adversário for chutar
a gol
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Há
de se salientar que quase todas essas artimanhas são pretensamente
camufladas ou atribuídas à distração, vibração espontânea,
erro de fato etc, quando bem poucas vezes um técnico já
experimentado e bem intencionado se distrai ou erra tanto
em suas avaliações em uma partida ou faz alarde dos erros
do adversário e espalhafato com seus gols. A função do árbitro
é dirigir a partida, indicando os erros e ocorrências e
determinando a quem de direito as posses da bola e ainda
conduzir a partida num clima de esportividade para que ela
caminhe em igualdade de condições e direitos para os dois
técnicos, devendo sempre que possível o placar final apontar
o resultado que mostre quem teve melhor técnica, aproveitamento
ou sorte e nunca indicar a vantagem daquele que soube se
impor quase que somente pelas artimanhas. É dever do árbitro
ver os dois técnicos como que se tivessem os rostos iguais.
Não permita que um tenha a face do gato e outro o da vítima
do gato, o rato.
TOPO=
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RECOMENDAÇÕES
AOS ÁRBITROS
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O
problema de árbitros para as partidas de futebol de mesa
é geral para todas as regras e para todo o Brasil. Ninguém
gosta de ser árbitro e isso por vários motivos entre os
quais podemos citar: não há remuneração, é preferível fazer
um amistoso ao invés de ser útil em outro jogo, medo de
errar e arrumar confusão ou inimizade e outros tantos mais.
Com muita dificuldade, aplicação de normas punitivas ou
incentivadoras, súplicas e coisas parecidas, eis que se
consegue os árbitros para os jogos. Aí então surgem os problemas:
o árbitro erra ou acham que ele errou ou que tenha errado
de propósito, encrencas, discussões e aquilo tudo que estamos
acostumados a ver nos torneios por esse Brasil afora, sem
exceções.
O
filósofo que disse "os árbitros foram inventados para ter
em quem colocar a culpa dos erros do jogo", estava, em princípio,
certo, pois é raro o jogo em que o árbitro não é acusado
de "erros", mas que nem sempre são seus e sim dos próprios
jogadores.
É
certo que não somos os donos da verdade e que a maioria
das encrencas, senão todas elas, ocorre por mera falta de
educação e de desportividade. Não temos o dom de educar
adultos e sequer acreditamos que devemos fazê-lo, mas vamos
dar abaixo algumas regrinhas básicas que os bem intencionados
podem usar e que, com elas, evitarão confusões desnecessárias:
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01)
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Conheça a fundo as regras do jogo. Você, mais que
ninguém, deve dominá-las perfeitamente;
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02)
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Esteja sempre atento à partida, principalmente nos
lances de chute a gol. Não desvie sua atenção do jogo
por um mínimo que seja;
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03)
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Em lances de chutes a gol, coloque-se sempre do lado
contrário ao do atacante, mantendo a cabeça ao nível
das traves e em posição que divise perfeitamente os
vãos entre o goleiro e as balizas e por trás do botão
que efetuará o chute. Evite até piscar. Acompanhe
atentamente a trajetória de bola reboteada;
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04)
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Em jogadas que exijam atenção dupla, como por exemplo
num chute a gol, onde o botão atacante tenha pouco
espaço de movimentação e possa fazer falta, peça o
auxílio de pessoa, a seu ver competente, que esteja
nas imediações, para acompanhar a trajetória do botão
e verificar se houve nela alguma irregularidade. Acate
o veredicto dessa pessoa sem nenhuma restrição;
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05)
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Seja sempre cortês, mas mantenha-se ao mesmo tempo
e acima de tudo firme e enérgico;
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06)
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Nunca demonstre dúvida em lance, mesmo que a tenha.
Opte rápido pelo que achar mais provável de ter acontecido,
ou seja, por aquilo que sua intuição mais o levar.
Determine rápida e firmemente sua decisão. O simples
fato do árbitro falar firme e decidido, sem demonstrar
dúvidas, tira todo o entusiasmo de qualquer reclamação
mesmo que a decisão do árbitro não tenha sido a acertada;
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07)
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Acolha sempre a opinião de um técnico que estiver
abrindo mão de um lance que você lhe deu favorável
e que ele tenha visto de outra maneira e em favor
do adversário. Atitudes iguais a essa são típicas
de perfeitos desportistas e elas nunca serão entendidas
ou encontradas nos pseudos desportistas;
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08)
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Puna sempre que isso se fizer necessário. Não se deixe
envolver ou enganar pelos maus desportistas e pelos
"fazedores de cera";
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09)
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Atue sempre com imparcialidade e nunca beneficie o
infrator. Lembre-se que compensar um erro com outro
anterior é errar duas vezes;
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10)
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Não coloque suas mãos sobre a mesa de jogo em nenhuma
hipótese. Não permita também que o técnico que não
esteja com a posse de bola o faça, pois isso tira
a segurança do adversário.
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TOPO=
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RECOMENDAÇÕES
AOS TÉCNICOS
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01)
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Conheça a fundo as regras de jogo. Só assim você terá
um bom desempenho e não criará problemas no transcorrer
de uma partida;
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02)
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Seja sempre cortês e bom desportista. É preferível
perder de pé e com a cabeça erguida do que ganhar
tendo no seu próprio íntimo a certeza do desmerecimento;
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03)
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Seja digno, honrado e honesto, pois a dignidade, a
honra e a honestidade são os títulos mais valiosos
e valem mais do que qualquer troféu do mundo;
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04)
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Abdique-se de um lance que o árbitro lhe der favorável
por engano, se você assim o perceber;
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05)
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Vença também com dignidade, não desmerecendo seu adversário
ou alardeando aos quatro ventos sua vitória, pois
amanhã você poderá ser o derrotado;
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06)
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Nunca reclame de decisões do árbitro;
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07)
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Não use meios ilícitos para chegar a uma vitória e
nem para impedir que o adversário a consiga. Jogue
limpo para que você possa ter orgulho de sua conquista;
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08)
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Lembre-se que a educação cabe em qualquer lugar. Também
cabe numa mesa de jogo;
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09)
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Aceite com desportividade qualquer das três alternativas
que o resultado lhe apresentar: vitória, empate ou
derrota;
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10)
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Faça do esporte um meio de formar amigos. Adversário,
esportivamente falando, não significa inimigo. Técnica
é a execução dos elementos fundamentais do jogo, isto
é, de todas as habilidades de que o praticante precisa
para se tornar um bom jogador de futebol de mesa.
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TOPO=
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